A História da Arte (LTC, 1993), escrito por Ernst Gombrich
traz, em seu capítulo introdutório, o início de entendimento sobre a arte e,
dividido em sub tópicos, os pontos principais a ser estudados, dispostos de
modo completo e descomplicado, fazendo-se de uma leitura leve e cheia de
exemplos, para que leigos possam entrar neste mundo e entendê-lo bem.
A imaginação e a criatividade, dois dos sub tópicos do
texto, estão, por um lado ligados, e por outro, divergentes. A imaginação por
si só é o sonhar, inventar e tocar com a mente um objeto que se pensa; é algo
bastante discutido, já que não se sabe como funciona completamente, mas que dá
uma ajuda significante para tudo que é criado e debatido. A criatividade, por
outro lado, pode ser treinada e focada de modo a afunilar uma determinada
habilidade e criar coisas novas. Este, juntamente com a imaginação, possuem
passos de observação, estudo e criação final; Ver, aprender e inventar, gerar
um objeto final.
Podemos dizer, grosso modo, que a originalidade está rara
nos dias de hoje. Até o mais dos abstratos já tem uma categoria a ser
preenchida: Abstrato. O que importa é o modo com que aquela obra ou arte se comporta
diante dos outros elementos que estão inseridos. Uma pintura de pessoas, ou um
objeto que pode ser posto em cima da mesa, apesar de serem "cópias"
de artes anteriores, podem ser únicos dependendo da criatividade do autor, e do
que ele imaginou que seria aquela sua criação.
Outro ponto muito divergente na área das artes em geral é o
"gostar e não gostar". Não há muito para dizer, pois vem diretamente
do gosto da pessoa (e aqui entram várias coisas, como modo que foi educado, o
que estudou etc.). O que, para um, pode chegar muito próximo à perfeição, para
outro, chega a ser uma má arte, mas isso dizendo de gosto pessoal. Agora, se
for procurado à parte técnica, o modo que foi traçado/esculpido, e for estudada
a cabeça do autor para entender o que ele quer dizer com aquilo tudo, pode-se
sim chegar a um consenso entre todos, mas aí não seria mais um
"gostar"; seria mais para um lado técnico e profissional.
Assim, possui um objetivo a que a obra foi feita, tendo como
foco o que foi dito anteriormente. Mas além de se fazer algo para o prazer e
deleite de um público (específico ou não), tem de haver um "gostei"
vindo do artista. Há artes que agradam a todos, menos o criador, e isto pode
ocasionar efeitos negativos a ele, mesmo recebendo críticas positivas do público.
Antes de tudo, a criação tem que trazer confiança ao artista, mostrar que ele
está no topo e invencível com aquela tal peça, para aí mostrar para o mundo.
Pode-se ter uma confiança tão absurda, que criticas negativas não o atingirá e
ficará bem, mas se não for algo inovador e não trazer admiração por parte de
quem está fora, qualquer tipo de proteção está fora de cogitação.
O modo de olhar para uma obra de arte está quase que na
mesma área do gostar. Tem de ter um diálogo visual, algo que chame a atenção,
que instigue e que faça prender a pessoa, independente se já pesquisou a base
daquela obra. O olhar sobre a arte depende muito, também, do conhecimento do
artista no mundo; quem é ele, o que já fez e se tal pessoa é boa no que faz
ajuda bastante. Deve-se manter um equilíbrio entre o lado profissional e
pessoal, vendo tanto técnicas quanto gostos. Tombar para um lado pode
significar ascensão ou decaimento de tal artista sem o devido reconhecimento, e
o olhar está justamente aí; não ter um erro humano, grosseiro.
Outro ponto a ser citado, mas mais curto comparado a outros
tópicos gerais da arte, é o retrato (ou autorretrato). A observação do modo que
o artista pintou, a investigação por trás de pontos minuciosos pode-se trazer
diferentes alegorias e significados de vida tanto de quem fez quanto de quem
foi utilizado como modelo. Técnicas de olhar, de pintura, modo como estão
dispostos no quadro, roupas e objetos; tudo isso traz diferentes pensamentos
sobre, e, consequentemente, diferentes argumentos e resultados a cada um.