Frank Gehry
Frank Gehry é um dos mais famosos e enigmáticos arquitetos do mundo, reverenciado por seu estilo desconstrutivista e uso inventivo de diferentes materiais em formas arrojadas. É conhecido pelo seu design repleto de estruturas curvas, geralmente em metal. Além de um simples arquiteto, é um artista, que arrisca misturar o livre-arbítrio da arte com o concreto da física.
Gehry relaciona suas obras arquitetônicas com tecnologias atuais; uma espécie de simbiose de beleza e tecnologia. Confronta regras pré-determinadas da arquitetura, desafiando as leis da física com criações exóticas, fora do comum.
Em relação à profissão, acredita que toda ideia deve ser experimentada. Toda criação, em sua visão, provém de aproveitar ideias, relacionar a qualquer coisa e obter um produto final. Um exercício de reflexão sobre o que nos toca em relação ao outro.
Faz-se uma ótima comparação entre ser um jovem cheio de sonhos e anseios, e da experiência de envelhecer e perceber que o que fazemos não se reflete no agora, e que o trabalho em equipe é de extrema importância. Ele diz que a perfeição não existe ou não pode ser alcançada. Com o tempo, a frustração diminui e relaxar diante da imperfeição fica mais fácil.
Gehry distorce suas construções, constrói prédios novos em cima de casas antigas, sem destruí-las, e que as regras, quebradas, possibilita que as pessoas possam interagir com as suas criações.
Gehry é um artista do seu tempo, que imprime em suas obras, incluindo as novas tecnologias, o contexto em que vive. Aqui é importante pensar que a tecnologia não cria, mas projeta, permite, possibilita superar. Esta deve ser a postura da educação diante dessa Era de Novas Tecnologias. Aproveitá-la como uma ponte, como ferramenta fundamental da expressão e criatividade humanas.
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